← Voltar pra Insights
Cultura 6 min de leitura

Rouanet sem mistério: o caminho de um projeto incentivado

do enquadramento à prestação de contas, o passo a passo de quem faz isso todo dia.

A Lei Rouanet talvez seja a política pública mais mal explicada do Brasil. Pra muita empresa, ela vive entre dois extremos: ou parece um bicho de sete cabeças jurídico, ou parece bom demais pra ser verdade. Não é nem um nem outro. É um mecanismo simples na essência: parte do imposto de renda devido vira investimento direto em cultura.

O caminho tem etapas claras. Quem percorre com método chega no fim sem susto.

1. Escolher o projeto certo

Todo projeto aprovado na lei tem um número de Pronac e um teto de captação. Mas aprovado não significa adequado. A pergunta que fazemos antes de qualquer recomendação: esse projeto conversa com o território, com o público e com os valores da marca? Patrocínio sem aderência é logo em cartaz. Com aderência, é presença.

2. Enquadrar o aporte

Empresas tributadas pelo lucro real podem destinar até 4% do IR devido. O trabalho aqui é de calculadora: entender o limite da empresa, o cronograma fiscal e o momento certo do aporte. Feito no prazo, o valor investido é abatido integralmente na declaração.

3. Ativar de verdade

Aqui mora a diferença entre gastar e investir. O patrocínio dá à marca contrapartidas: presença na comunicação, ingressos, experiências, ações com o público. A maioria das empresas usa metade disso. A gente desenha a ativação junto com o patrocínio, porque é ela que transforma o incentivo em resultado de marca.

a diferença entre gastar e investir em cultura é o que acontece depois da assinatura

4. Prestar contas impecavelmente

Todo projeto incentivado presta contas ao Ministério da Cultura: notas, relatórios, comprovação de execução. É burocracia? É. E é exatamente por isso que existe gente especializada. Na Canal, compliance cultural não é etapa final, é disciplina desde o primeiro dia, com documentação nascendo junto com o projeto.

No fim, o mistério da Rouanet é só falta de intimidade. Pra quem faz todo dia, é um caminho conhecido, com curvas mapeadas. E do outro lado dele tem algo raro: a marca presente na vida real das pessoas, financiando cultura que fica.

C
Time Canal
quem escreve aqui também carrega case
Leia também
Bastidores · 7 min O que 30 anos de dia D ensinam sobre operação Live · 5 min Convenção que ninguém esquece: por onde começar Estratégia · 4 min Presença de marca é decisão de negócio, não de mídia